quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

La musica mas bella

Белой акации гроздья душистые...

Евгений дога - Вальс облаков...

музыка из к/ф Цыган

Protegida - Lydia Moises

Testemunho de Lydia Moisés

Porque devemos ir e doar

Nosso dever como cristão é doar uma palavra de amor e perdão, para que conscientizemos as pessoas a aprender a obedecer a palavra de Deus como mandamento de melhora de vida para uma passagem perfeita.

O pós modernismo é marcado por uma supervalorização do ter, em que a economia e o mercado apontam os valores que devem reger o cidadão nessa nova sociedade marcada pela quebra das barreiras econômicas, sociais, culturais e religiosas. Para conviver nesse novo sistema planetário, é necessária uma reinterpretação de alguns conceitos, inclusive éticos e morais, como também de muitos conceitos religiosos.

Princípios e conceitos teológicos que sustentaram muitos grupos religiosos como absolutamente verdadeiros, são, hoje, severamente questionados, minimizando, assim, o valor da crença e da fé desses grupos.
Como usar a teologia e promover a evangelização num mundo em que os bens materiais estão acima dos bens morais, éticos e religiosos?

Como falar de simplicidade, daquilo que é essencial, numa sociedade marcada pelo símbolo do poder?

Como ser cristão, com todos os seus valores necessários e essenciais, quando a exigência básica da sociedade pós-moderna, globalizada e secularizados é possuir “sonhos” de consumo, satisfazendo o desejo e a ganância do mercado?

Como ser discípulo de Jesus de Nazaré, homem simples e humilde, no mundo moderno onde o que caracteriza o cidadão como alguém que teve sucesso, são os bens que possui?
Diante de tantos questionamentos, mais um se faz necessário: para que serve a teologia e o discurso missionário sobre a existência de um Deus pessoal que está interessado no homem, mas que não garante a felicidade prometida nos moldes do mundo globalizado?

 O papel da igreja é fundamental para responder de forma clara e objetiva os grandes questionamentos e conflitos experimentados pelo homem secularizado, que tem investido tudo o que possui nessa ideologia que promete apaziguar o coração do homem, trazendo paz e segurança sem a intervenção do transcendente.
No seu livro “O lado oculto da globalização” Tom Sine apresenta um quadro mostrando a visão desse mundo globalizado quanto a alguns valores e a forma como a Igreja encara esses mesmos valores. A sua opinião é de que os Estados Unidos são o carro chefe em muitas dessas imposições quanto a interpretação do mundo. Para ele, o que se pretende é que o mundo seja de alguma forma, americanizado.
A Igreja brasileira, bem como a Igreja latino-americana, sofrem, ambas, do mesmo vácuo teológico, provocando uma eclesiologia narcisista e institucionalizada, em que os interesses políticos e econômicos superam em muito os valores intrínsecos da verdadeira igreja, não como instituição, mas como um organismo vivo: o corpo de Cristo. Robinson Cavalcanti diz que “a crise da teologia latino-americana (e brasileira) se relaciona com a crise da teologia mundial e o ocaso da modernidade, com a presença do poder único e da idéia única”. Esse fato leva a igreja a assumir posturas que não condizem com a sua verdadeira função.
Marcas de secularização da igreja
A igreja não está imune às influências da secularização. Por isso, seria necessário um maior cuidado para preservá-la dos valores contrários aos seus legítimos interesses. No entanto é possível perceber alguns desses valores negativos impregnados na igreja cristã. Entre eles estão:
1 - A busca de sucesso em oposição à igreja como serva.
2 -  Preocupação consigo próprio oposta ao auto-sacrifício.
3 - Envolvimento como espectador passivo oposto à contribuição de cada membro.
4 -  Elitismo oposto à comunidade cristã.
5 -  Religião civil oposta à religião profética.
6 -  Divisibilidade oposta ao desejo de unidade.
7 -  Valores do poder secular opostos ao poder do amor altruísta.
8 -  Competição oposta à cooperação.
9 -  Manipulação oposta ao respeito pela dignidade humana.
10 -  Falsa segurança oposta ao compromisso radical.
11 -  Isolacionismo oposto à participação na sociedade.
12 -  Estilo gerencial oposto à participação do corpo inteiro.
13 -  A busca de riquezas e a avareza oposta à administração responsável das coisas.
14 -  Racismo, castas e tribalismo opostos à unidade em Cristo.
15 -  O fim que pretende justificar os meios opostos aos meios coerentes com os fins bíblicos”.
Revista Ultimato – julho/agosto 1999
Série Lausanne. “O evangelho e o homem secularizado”. p. 27-28.